Imersão na Sala, Engenharia na Cozinha

O Novo Normal da Restauração

Se há coisa que a experiência ensina em cozinhas profissionais, como em qualquer operação HORECA, é isto: muitas tendências parecem “criativas” até ao momento em que entram no serviço e pedem contas. E, em 2026, duas tendências estão a fazer exatamente isso, ao mesmo tempo: experiências imersivas na sala e IA na gestão do restaurante. Separadas, já exigem maturidade. Juntas, obrigam a uma pergunta que interessa a qualquer instalador que vende ao cliente final: como é que se cria um conceito “uau” sem transformar a obra num campo minado e o serviço num teste de resistência?

A resposta, para quem já viu projetos brilhantes no render e frágeis no passe, é desconfortável, mas libertadora: uma experiência imersiva não é um efeito especial; é um conceito operacional. E a IA, quando é bem aplicada, não é um brinquedo; é uma ferramenta para ganhar consistência, reduzir atrito e proteger margem.

O “uau” só funciona com operação por trás

A procura por experiências que se “vivem” (e se partilham) está a crescer e não apenas no segmento premium. O consumidor está mais disponível para pagar por narrativa, ambiente e surpresa. Ao mesmo tempo, o operador está sob pressão para fazer mais com equipas mais curtas e custos mais altos. É neste choque que a tecnologia pode ser solução… Ou pode ser apenas ruído caro.

O primeiro erro, e é aqui que tantos projetos escorregam, é começar pela sala como se a sala fosse o motor. Numa experiência imersiva, a sala é palco: projection mapping, luz dinâmica, som direcional, cenografia digital, momentos coreografados. Mas quem mantém o ritmo é o back-of-house. E quando se promete um “momento” (uma entrada com luz, um prato que chega com timing, uma sequência que tem princípio-meio-fim), a cozinha deixa de poder “improvisar”.

Mesa de restaurante com vários pratos de degustação e taças de espumante; um efeito luminoso e “faíscas” envolve os pratos, criando um ambiente de experiência imersiva.

IA na restauração

É aqui que entra uma visão mais adulta de IA, a que interessa mesmo a quem instala e entrega obra. Na restauração, a IA começa a ser relevante quando mexe em quatro alavancas muito concretas: previsão de procura, gestão de escalas, otimização de stocks e engenharia de menu/preço. Em linguagem simples: menos horas a “adivinhar”, menos desperdício de esforço, mais estabilidade. E estabilidade, em cozinha, é ouro. Um restaurante que prevê melhor os picos de procura e ajusta melhor equipa e produção tende a sofrer menos em hora de ponta, a ter menos quebras de consistência e a reduzir os “custos invisíveis” (repetição de tarefas, stresse, rotatividade). A tecnologia, aqui, não é um ecrã bonito: é um amortecedor de caos.

Só que o conceito “experience-ready” tem uma camada que muitas vezes é ignorada até ser tarde: infraestruturas. Porque a imersão, ao contrário do que parece, não vive apenas de criatividade. Vive de energia estável, rede fiável, redundâncias mínimas e integração coerente entre sistemas (som, iluminação, projeção, controladores, Wi-Fi, por vezes sensores).

Cozinha all-electric

E é precisamente aqui que a conversa “moderna” encontra o “chão” do projeto técnico: eletrificação e cozinha all-electric.

Não porque seja moda, mas porque, do ponto de vista de eficiência e de metas de redução da pegada de carbono, a eletrificação é uma peça central no caminho para net zero. E, do ponto de vista operacional, equipamentos elétricos modernos trazem algo que a experiência imersiva exige: repetibilidade e controlo.

A indução é o exemplo mais fácil de explicar. Uma cozinha com indução bem dimensionada tende a ter menos calor perdido no ambiente, mais rapidez de resposta e um posto de trabalho mais “limpo” em termos térmicos, o que ajuda o conforto da equipa e reduz carga sobre ventilação e climatização. Mas isto só se traduz em vantagem se o projeto respeitar o essencial: potência, simultaneidade e proteções.

Linha de confeção profissional em inox com painéis de controlo e botões rotativos iluminados; tachos e utensílios sobre a superfície de trabalho numa cozinha industrial.

Por isso, quando um cliente final pede “imersivo com IA”, a pergunta que faz toda a diferença é: qual é o cenário de utilização real? Não é retórica; é engenharia aplicada.

  • Número de lugares;

  • Tempo médio por mesa;

  • Perfil de serviço (à la carte, tasting, eventos);

  • Sazonalidade;

  • Percentagem de produção vs regeneração e ambição de conteúdo (fixo/rotativo).

A partir daqui, a obra deixa de ser “estética com esperança” e passa a ser projeto com método.

Ventilação para conforto na sala e da equipa

Há outra dimensão que entra “de lado” nestes conceitos e que, quando falha, estraga a experiência: acústica e conforto. Uma sala imersiva quer som controlado e ambiente envolvente. Uma cozinha mal ventilada pede extração no máximo e cria ruído constante. E o ruído, em restauração, é um assassino silencioso: cansa equipa, degrada serviço, estraga perceção. O caminho não é “baixar o som da sala”; é desenhar ventilação por zonas, dimensionar extração para perfis reais, e escolher tecnologia de confeção que reduza calor desperdiçado e suavize o ambiente de trabalho.

Já está a acontecer: o restaurante do futuro vai ser mais digital, logo mais exposto. Cibersegurança, privacidade e integração começam a ser assuntos de operação, não de TI. Se a personalização se apoia em dados, se os sistemas conversam entre si, se há automatização de decisões (promoções, menus, recomendações), então o projeto tem de evitar uma manta de retalhos.

Um conceito “experience-ready” beneficia de tecnologia de confeção elétrica que permita programas, consistência, controlo e rotinas de limpeza que não dependam do “heroísmo” da equipa. Soluções elétricas bem escolhidas e bem instaladas reduzem variabilidade entre turnos e ajudam a cumprir timing quando a sala está coreografada.

Vale a pena reter uma ideia simples, a experiência imersiva vende-se na sala, mas ganha-se na cozinha e nas infraestruturas. E é por isso que o instalador que lidera o projeto não deve aceitar briefings vagos. Deve puxar a conversa para o que evita surpresas:

Cenário → mapa de cargas e simultaneidades → MEP (Mechanical, Electrical and Plumbing) alinhado (potência, ventilação, segurança) → rede e redundâncias → escolha de equipamento elétrico e conectado que estabilize o serviço → e só depois, cenografia a coroar o conceito.

É precisamente neste cruzamento de visão moderna com engenharia de terreno que a COMECA atua em contexto B2B. Enquanto representante exclusivo da Electrolux Professional para cozinha profissional, a COMECA apoia os seus parceiros instaladores a traduzir ambição em obra executável, sempre com soluções premium para restauração e hotelaria.


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