Há uns anos, quando alguém dizia “vamos fazer uma cozinha 100% elétrica”, a reação era muitas vezes a mesma que se ouvia em lavandaria quando surgiram as primeiras metas sérias de eficiência energética e ciclos inteligentes: bonito no papel, duvidoso no terreno.
Hoje, a eletrificação deixou de ser conversa de tendência. É uma decisão com impacto direto em obra, operação e, cada vez mais, em metas de net zero.

Da ambição net zero à realidade de obra. O que muda numa cozinha all-electric?

Se a ambição é net zero, as cozinhas all-electric passam a ser parte central da equação. Em cozinhas profissionais, reduzir emissões implica cortar onde pesa mais: combustíveis fósseis diretos, migração para equipamentos elétricos e fornecimento de eletricidade com maior peso de renováveis, seja pela rede, por contratos verdes, ou por autoconsumo.

O desafio é que a transição para elétrico não se resolve a trocar uma linha de gás por uma tomada. Resolve-se com dimensionamento. E dimensionamento tem três palavras que fazem a diferença entre uma obra tranquila e um pesadelo: potência, ventilação e segurança.

Linha modular de confeção Electrolux Professional e-XP 700/900 em inox, com placa de indução, cuba circular integrada e fritadeira, num ambiente de cozinha profissional.

1Potência

É aqui que surgem grande parte das “surpresas” em obra. O erro clássico é olhar para a soma das potências e assumir que a instalação tem de aguentar tudo ao mesmo tempo. A cozinha real tem diversidade de cargas, simultaneidades diferentes e ciclos.

Mas há também o erro inverso, muito comum em projetos all-electric: subdimensionar “porque a indução é eficiente”. Sim, é eficiente e rápida, mas continua a pedir potência instantânea quando está a trabalhar a sério. A diferença é que, em vez de chama, existem picos elétricos bem definidos. Se esses picos não forem previstos, o resultado é simples e devastador: disjuntores a disparar em pleno serviço.

Há aqui um paralelismo direto com a lavandaria. Quando se dimensiona uma lavandaria para um hotel, não basta contar máquinas. Avaliam-se picos, simultaneidade e perfil de utilização. Em cozinha é igual. Um bom dimensionamento começa por perguntas simples e pouco glamorosas: quantos momentos de pico por serviço? Qual é o menu? Que tipo de confeção? Há produção e regeneração? Existem turnos? Há crescimento previsto?

As soluções Electrolux Professional comprometem-se com eficiência e com uma nova era de confeção modular com foco na indução. Quer saber mais?

2. Ventilação

Há um mito persistente: “se for tudo elétrico, já não é preciso extração”. Não é assim. Mesmo sem combustão, continuam a existir vapores, partículas, gordura, cheiros e humidade. O que muda é o equilíbrio. Reduz-se a carga associada à chama e aos produtos de combustão, e, em muitos casos, melhora-se o conforto térmico.

A conversa certa em obra não é “quanto exaustor é preciso”. É “qual é o perfil de carga térmica e de emissões por zona de confeção”. E isto liga diretamente à escolha de equipamento e à organização do serviço.

Além do conforto e da qualidade do ar, a ventilação tem impacto direto no consumo. Sistemas de ventilação controlada por procura, ajustando caudais à carga real, deixam de manter a extração permanentemente no máximo, reduzindo desperdício energético em períodos de menor intensidade.

3. Segurança

É tentador resumir all-electric a “mais seguro porque não há gás”. Há verdade nisso. Retira-se da equação o risco de fuga e a chama aberta. Mas entram outras exigências: proteções diferenciais adequadas, qualidade de instalação, gestão de cabos em ambiente agressivo, manutenção preventiva e formação da equipa.

Segurança em cozinha não é só equipamento. É comportamento. E o comportamento muda com indução: recipientes compatíveis, atenção à superfície, organização do posto. A vantagem é clara: menor calor residual em muitos cenários e um ambiente de trabalho mais confortável. Desde que o projeto respeite o todo.

Wok sobre placa de indução numa cozinha profissional, com legumes salteados e folhas verdes frescas, junto a frascos de óleo e molho.

Quatro regras práticas para uma transição tranquila

Há quatro regras simples que ajudam a evitar surpresas.

1. Decidir cedo

Se a eletrificação é estratégica, tem de entrar no briefing antes do layout final. Quando chega tarde, a infraestrutura torna-se cara.

2. Dimensionar por cenários, não por catálogos

Cenário de serviço cheio, cenário de produção, cenário de eventos, cenário de verão, quando a climatização já está no limite. Em lavandaria chama-se “a pior semana do ano”. Em cozinha, é “a pior hora do dia”.

3. Trazer MEP para a mesa antes de fechar equipamentos

Por MEP, entende-se Mechanical, Electrical & Plumbing, ou seja, de forma prática, estamos a falar das especialidades técnicas do edifício. Eletricidade, AVAC e hidráulica têm de estar alinhadas antes de “fechar” a seleção. Um conjunto de equipamentos elétricos não é apenas performance de confeção.

4. Medir e acompanhar desde o primeiro dia

Uma cozinha all-electric sem medição é gestão por sensação. Medir dá otimização de consumos e prova, interna e externa, do que está a ser reduzido.


All-electric como engenharia aplicada à operação

Uma cozinha all-electric não é um ato de fé. É um projeto de engenharia, desenhado para suportar a operação. Quando é bem concebido e executado, o benefício vai além da sustentabilidade: entrega previsibilidade. Menos perdas térmicas, maior consistência, mais controlo e uma base sólida e credível para avançar com metas de net zero, com resultados mensuráveis.

Como a COMECA pode ajudar os seus parceiros a transformar esta mudança em obra sem surpresas?

A COMECA pode apoiar esta transição com rigor técnico e pés assentes no terreno. Somos mais do que “fornecedor”: somos o suporte técnico-comercial que ajuda os nossos parceiros a levar uma cozinha all-electric do conceito à operação, com coerência e previsibilidade. Enquanto representante exclusivo da Electrolux Professional para a cozinha e lavandaria profissional, trabalhamos lado a lado com quem vende ao cliente final, para garantir que a proposta não fica bonita apenas no orçamento: fica sólida em obra e fiável no serviço.



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