Os desafios da lavandaria hospitalar

Se há sítio onde a palavra lavandaria deixa de ser “serviço de apoio” e passa a ser infraestrutura crítica, é num hospital. E não é dramatismo: é mesmo assim. Porque, numa lavandaria hospitalar, não está apenas em jogo a aparência do têxtil, está em jogo a cadeia de higiene que sustenta quartos, blocos, cuidados continuados, urgências e, em muitos casos, a própria perceção de segurança de quem lá trabalha e de quem lá é cuidado.

É precisamente esta lógica, a lavandaria como sistema e não como “máquinas”, que a COMECA vai levar à CLEANTEK 2026, nos dias 5 e 6 de março, na Alfândega do Porto (Pavilhão Nascente, Stand 124): uma abordagem integrada para lavar melhor, secar com previsibilidade e finalizar com rigor, com parceiros como a Electrolux Professional, Airwallet e Ghidini, focada na operação real, na consistência e no controlo por ciclo.

O erro clássico: olhar para a lavandaria como “centro de custo inevitável”

Quantas vezes se olha para a lavandaria como um centro de custo inevitável, onde a prioridade é “fazer mais com menos”, e só depois, se sobrar tempo, pensa-se em controlo de risco, validação, consumos e processos? Pois. É aí que começa o problema. Porque a lavandaria hospitalar é o sítio onde custos, consumos e higiene ultraexigente não podem andar em guerra, mas sim alinhados.

Técnico em bata observa um equipamento de lavandaria profissional Electrolux Professional, com painel de controlo digital (touchscreen) visível na lateral da máquina.

O “básico” que decide tudo: separar sujo e limpo sem concessões

Comecemos pelo básico que quase nunca é básico: separação total entre sujo e limpo. Em hotelaria, já é recomendável. Num hospital, é mandatório na prática. E não basta “separar por portas”. É desenho de fluxos, pressão de ar, barreiras físicas, rotinas, acessos, triagem e até cultura de equipa.

É por isso que muita operação hospitalar (ou de unidades de cuidados e residências com exigência clínica) caminha para o conceito de barrier laundry — máquinas de barreira assética e organização do espaço para impedir cruzamentos. Quem já instalou ou acompanhou uma obra sabe: uma lavandaria pode ter os melhores equipamentos do mundo e falhar naquilo que parece banal: a rota do cesto.

Depois, há a parte que dá “dores de cabeça boas”: compliance e gestão do risco microbiológico. Na Europa, a abordagem de referência para controlar biocontaminação em processamento têxtil é a lógica do RABC (Risk Analysis and Biocontamination Control), enquadrada pela norma EN 14065, que obriga, no fundo, a fazer aquilo que as cozinhas profissionais já aprenderam com HACCP: identificar pontos críticos, controlar, registar, auditar e melhorar.

O mito do “lavar quente”: funciona, mas não é magia (e custa)

É aqui que se destaca um ponto sensível: o mito de que “lavar quente” resolve tudo. Resolve muito, sim, mas não é magia. A evidência de controlo de infeção aponta para parâmetros de desinfeção térmica comuns, como lavagem com água quente a 71 °C durante pelo menos 25 minutos (valores frequentemente citados como referência), e a química (ex.: lixívia/cloro) como margem adicional quando aplicável e compatível com o têxtil. Só que isto, em termos de consumos, é pesado: energia para aquecer água, tempo de ciclo, secagem, vapor/extração, e tudo o que vem a seguir (engomadoria, dobragem, embalamento).

Se a lavandaria não estiver desenhada para eficiência, a conta aparece todos os meses e aparece grande.

Para uma empresa B2B como a COMECA, que trabalha com instaladores, o desafio é dar os melhores conselhos, formar e dar um suporte consistente para que, efetivamente, haja satisfação no cliente final.

  • Capacidade certa, não “a olho”: subdimensionar cria gargalos e picos; sobredimensionar cria investimento parado e custos fixos desnecessários.

  • Extração e humidade residual: quanto melhor for a extração na lavagem, menos energia vai gastar na secagem. Parece detalhe, mas é onde muita gente perde dinheiro sem dar conta.

  • Recuperação de calor e reaproveitamento inteligente: há soluções de engenharia (dependendo do layout e do tipo de operação) que reduzem brutalmente consumos ao capturar energia onde ela “foge”.

  • Doseamento e monitorização: química bem controlada não é só higiene; é também têxtil que dura mais, menos duplicação de lavagem e menos reclamações.

  • Rastreabilidade e registos: quando há auditoria, quando há incidente, quando há que provar um processo, não dá para responder com “normalmente fazemos assim”.

Técnico em bata observa um equipamento de lavandaria profissional Electrolux Professional, com painel de controlo digital (touchscreen) visível na lateral da máquina.

O custo fantasma que corrói margens e tempo

E já que estamos a falar de custos, vamos falar de um custo invisível que, em hospital, torna-se num drama: reprocessamento. Cada vez que uma carga tem de ser refeita por erro de separação, por sobrecarga, por programa inadequado, por falha nos consumíveis, por contaminação cruzada, por manuseamento errado, está a pagar duas vezes: em energia, água, horas, desgaste do têxtil e, pior, em risco operacional.

Outra “frente” que se cruza com tudo isto é o têxtil em si. Um hospital moderno não tem só lençóis e toalhas. Tem fardamento técnico, têxteis com requisitos específicos, barreiras, microfibras e materiais que pedem processos compatíveis. Há normas que ajudam a enquadrar testes e comportamento de têxteis destinados à lavagem industrial. Não é que a lavandaria tenha de “decorar normas”, mas tem de perceber uma coisa: o têxtil é parte do processo, não é “consumível barato”. Quando o têxtil falha, o hospital paga em reposição; quando o processo falha, paga em tudo.

O fator humano: ergonomia, layout e formação mandam em metade do resultado

E, claro, há a dimensão humana - aquela que não aparece no Excel e manda em metade dos resultados: ergonomia, fluxos de trabalho e formação. A lavandaria hospitalar tem tarefas repetitivas, cargas pesadas, ritmos intensos e exigência mental.

Se o layout obriga a voltas inúteis, se a triagem é desconfortável, se o posto de dobragem cria filas, se o sujo “invade” o limpo porque é mais rápido, então não há KPI que se aguente. A boa notícia? Isto resolve-se com projeto: desenho 3D, simulações, zonamento e, sobretudo, com humildade para perguntar a quem opera: “onde é que isto dói?”


O verdadeiro desafio: consistência com prova, não com “fé”

No fim do dia, o desafio da lavandaria hospitalar é este: entregar higiene ultraexigente com custos e consumos sustentáveis, sem truques e sem fé. Com método. Com validação. Com equipamentos e engenharia certos para o contexto. E com um parceiro que não desaparece depois da instalação porque, em lavandaria, o pós-venda não é “assistência”: é continuidade do processo.

Se perguntar qual é a pergunta-chave neste princípio de ano, nós devolvemos outra pergunta, daquelas simples e desconfortáveis: a sua lavandaria está desenhada para provar o que faz, ou só para “fazer acontecer”? Porque num hospital, “fazer acontecer” é o mínimo. O que se pede é fazer acontecer sempre, com consistência, com registo e com confiança.



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