É um mundo admirável, uma aventura e um negócio muito além da rentabilidade.

Sabia que o termo “Restaurante” deriva do francês francês “Restaurant”? Este era inicialmente usado para designar um espaço onde através da alimentação fossem restauradas as forças humanas. Tudo começou numa refeição, mais especificamente numa sopa, um caldo de carne concentrado que restaurava o ânimo físico e moral.

O primeiro restaurante como hoje o designamos, com clientes que esperam mesa, com horários definidos, com uma ementa, foi a “Grande Taverne de Londres”, fundado em 1782 por Antoine Beauvilliers, na rua de Richelieu, em Paris. Aqui permaneceu 20 anos sem rival.

Hoje, um sem número de restaurantes, desde os mais simples e pitorescos até aos mais elegantes e requintados, com cozinha tradicional ou de fine dining, nascem e renascem num estilo de work in progress que é preciso em qualquer ramo de negócio, incluindo, obviamente, o da HORECA.

Começar do zero

Não é um processo fácil, requer investimento financeiro e muita dedicação profissional. Vamos por etapas. Eis algumas:

– Faça um bom estudo de mercado;

– Crie um plano de negócio;

– Escolha um espaço, decore-o e equipe-o com os devidos equipamentos de cozinha profissional e respetivo mobiliário em aço inoxidável.

– Estabeleça processos de gestão;

– Escolha os seus fornecedores;

– Faça um bom controlo de receitas;

– Coordene bem os seus funcionários;

– Divulgue o seu restaurante;

– Conquiste os seus clientes com os melhores produtos e serviços;

– E muita atenção à legislação fiscal e sanitária!

Os requisitos do setor da restauração

De um ponto de vista legal, os estabelecimentos de restauração devem preencher os requisitos mínimos das instalações, do equipamento e do serviço fixados na tabela que constitui o anexo I do Decreto—Regulamentar nº 4/99 de 1 de Abril (Requisitos e Medidas de Segurança).

Infraestruturas

No que respeita às infraestruturas, há que contemplar uma rede interna de esgotos e respetiva ligação às redes gerais que conduzam as águas residuais a sistemas de escoamento adequados. Não se esqueça também dos sistemas de climatização, ventilação e exaustão.

Diferentes zonas do restaurante

Nos restaurantes, as zonas de serviço devem estar completamente separadas das destinadas aos clientes e instaladas por forma a evitar-se a propagação de fumos e cheiros e a obter-se o seu adequado isolamento.

As zonas destinadas aos clientes são as zonas de refeições, balcão, bengaleiro, instalações sanitárias com separação por sexos.

As zonas de serviço gerais são: cozinha, zona de fabrico e copa, instalações frigoríficas, zona de armazenagem, despensa do dia.

As zonas de serviço do pessoal são os vestiários e instalações sanitárias, sempre que possível com separação por sexos.

Os balcões, mesas, bancadas e prateleiras das cozinhas devem ser de material liso, lavável e impermeável. A escolha de eleição é o mobiliário em aço inoxidável.

Outros aspetos importantes a considerar são o tipo de pavimento, as paredes e o teto das cozinhas, copas, zonas de serviço de comunicação com as salas de refeições e demais zonas. Deve-se sempre optar por materiais resistentes, de qualidade e de fácil limpeza. E não se esqueça de que as instalações frigoríficas devem estar suficientemente afastadas das máquinas e equipamentos que produzam calor.

É, claro, que alinhavamos aqui apenas os traços gerais do mercado da restauração que é tão desafiante quanto complexo.

Em suma, garantir qualidade de serviço de produto é resultado de inúmeros fatores. O mundo da restauração está em permanente transformação. Como na moda, estar atento às tendências é fundamental, mas não deixe de ser fiel a si mesmo e, acima de tudo, aos seus clientes.

A Comeca e os seus parceiros podem apoiá-lo no seu objetivo de ter um restaurante.

Por que não nos contacta? Ligue-nos para o número 219 155 600 ou envie-nos um email para horeca@comeca.pt.